Domínios .PT – Práticas pouco correctas

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WebTuga Domínios

É do conhecimento geral que são necessários vários contactos para o registo de um domínio .PT ou .COM.PT na FCCN/DNS.PT, sendo eles o Titular (Registrant), a Entidade Gestora (Billing Contact) e o Responsável Técnico (Tech Contact). Estes dados estão disponíveis publicamente através da base de dados WHOIS da DNS.PT.

Cabe à Entidade Gestora, sendo ela Oficial (Registrar) ou não, manter todos os dados actualizados, no entanto pelo que se tem verificado, muitas empresas do ramo dos serviços de Internet que fornecem o registo de domínio a terceiros, têm indicado informações inválidas nos dados do Contacto Titular, nomeadamente o endereço de e-mail.

Em vez de ser indicado um endereço de e-mail ao qual o cliente Titular tenha acesso, é indicado um e-mail da empresa gestora do domínio, dificultando assim o acesso à informação da DNS.PT e ainda a alteração de contactos Técnicos e indicação de uma nova Entidade Gestora.

Devido a esta posição tomada por estas empresas, torna-se difícil ou pelo menos mais complicado ao cliente mover os seus serviços para a concorrência.

O mesmo acontece com domínios internacionais (.com, .net e outros), uma vez que a maioria das empresas que fornecem o serviço não registam o domínio no nome do cliente, mas sim no seu. Esta situação já provocou problemas a bastantes pessoas, tendo estas perdido os seus domínios devido a esta prática, sendo um dos casos conhecidos relatado por vários blogs (url).

Esta é uma pratica reprovável que deverá ser reportada às entidades Registrys por parte dos titulares de domínios.

  • Joao

    Tive problemas com um domínio, mas registado na LusoDigital, foi para uma pessoa que tem uma empresa, só que ele decidiu que era fixe comprar uma base de dados com milhões de e-mail’s validados e enviar milhões de e-mail para pessoas que não podiam querer saber menos da sua empresa e que reportaram o spam… conclusão domínio e conta bloqueada… a conta permaneceu fechada e ainda demoramos 2 dias a recuperar o domínio para apontar para outro serviço de alojamento.

    Neste caso até acabou bem, o empresário percebeu que tinha agido incorrectamente, e a empresa até foi “simpática” em devolver o controlo do domínio ao seu legítimo dono… mas historias como essas dos domínios sequestrados permanentemente infelizmente à muito, por isso é que aconselho sempre: domínio numa empresa (tipo Godaddy.com, hover.com), alojamento noutra. (Eu já fazia isso na altura, mas existe sempre quem queira poupar porque o domínio até está incluído… e pronto dá problemas!)

  • José Duarte

    Este artigo falha em distinguir 2 situações distintas: domínios .PT, e domínios internacionais.

    Na prática, é muito difícil um Titular perder um domínio .PT, ao contrário de um .COM, .NET, etc. E se estiver minimamente atento, é até impossível.

    Nos domínios .PT, acontece precisamente o oposto ao referido no artigo: é o fornecedor, que está refém do Titular. Este pode, a qualquer momento, alterar o seu contacto e/ou Entidade Gestora, através de um email ou fax à FCCN. E pode fazer isto, MESMO que deva renovações de domínio ou de alojamento, ao fornecedor.

    Com excepção disto, o artigo está correctíssimo, mas acrescentaria 2 situações:

    1. Há clientes que preferem colocar-se nas mãos do fornecedor: não percebem nada disto, nem querem perceber. E compreender isso, agindo obviamente de boa-fé, faz parte da mais-valia de lidar connosco, em vez de lidar directamente com o Registrar.

    2. Por vezes, o próprio Registrar (geralmente norte-americano) tem sistemas ou práticas menos recomendáveis, que são alheias ao fornecedor (nacional). Basta recordar o caso RegisterFly – não sei se a WebTuga já cá estava, quando sucedeu essa “bronca”, mas quem estava, não se esquece dela.

    Cumprimentos, e parabéns pelo V/ óptimo site.

  • @José Duarte

    Tem razão quando indica que é bastante difícil perder a titularidade do domínio quando se trata de um domínio nacional. No entanto a obrigação da Entidade Gestora/Registrar é proceder com o registo e manter os dados do cliente actualizados.

    Mesmo que o cliente pretenda que seja a Entidade Gestora a tratar de tudo, não invalida a que a Registrar tenha que colocar os dados do oficiais do titular.

    As Entidades Gestoras que praticam este método não estão a cumprir com o seu dever e com a regulamentação da FCCN, até porque o contacto que eles colocam como sendo o endereço de e-mail do titular do domínio, é um domínio a que o Titular não tem acesso.